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Imóveis apreendidos pela PGR valem mais de 500 milhões de dólares

São mais de mil imóveis inacabados, edifícios, estaleiros e terrenos construídos com fundos públicos. Foram apreendidos pela Procuradoria Geral da República (PGR) na passada Terça-feira. Agora, fonte oficial confirmou o seu real valor: estão avaliados em mais de 532 milhões de dólares.

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Os imóveis estariam em posse das empresas China International Fund Angola — de direito angolano — e China International Fund Hong Kong, com sede na China.

A localização dos imóveis divide-se entre o Zango Zero (Urbanização Vida Pacífica) e o Kilamba. O primeiro projecto está avaliado em 236 milhões de dólares enquanto que os imóveis no Kilamba valem 295 milhões.

De acordo com uma nota da PGR, citada pela Angop, a titularidade destes bens públicos estaria atribuída a dois cidadãos angolanos, ambos accionistas da empresa China International Fund Angola. São eles Fernando Gomes dos Santos e Samora Borges Sebastião Albino.

Na Quinta-feira, a TPA, avançou que o general Leopoldino do Nascimento “Dino” seria o proprietário dos edifícios, creches e clubes náuticos apreendidos, o que este negou entretanto, através de um comunicado.

Ainda segundo a procuradoria, a apreensão deste património imobiliário estatal faz parte de um processo-crime em fase de instrução preparatória. Os dois cidadãos cujo nome está associado aos imóveis poderão ser acusados dos crimes de corrupção, tráfico de influência, entre outros.

No que diz respeito à China International Fund (Hong Kong), a PGR informou que decorrem investigações de forma a averiguar a real titularidade da empresa, que deverá ser responsabilizada criminalmente.

“São projectos habitacionais construídos com fundos do Estado, mas na prática são geridos por privados”, afirmou a procuradoria em comunicado, adiantando que após julgamento os bens poderão ser devolvidos ao Estado.

Ainda segundo fonte da PGR, a taxa de ocupação dos imóveis, nas duas centralidades, é inferior a cinco por cento. A forma como os proprietários beneficiaram dos imóveis não está clara do ponto de vista legal.

A PGR está a investigar outros projectos construídos com fundos públicos.

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