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Energia

Angola quer repartição mais justa da energia gerada na Zâmbia

Luanda quer uma melhor partilha da produção energética gerada no aproveitamento hidroeléctrico de Caribe, na Zâmbia, pois os rios no leste de Angola contribuem com mais de 40 mil milhões de metros cúbicos de água por ano.

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A tese foi defendida pelo director nacional para os Recursos Hídricos de Angola, Manuel Quintino, que participa, em Lusaca, capital da Zâmbia, na sétima reunião do Conselho de Ministros da ZAMCOM (sigla inglesa para a Comissão do Curso de Águas do Rio Zambezi), constituída em 2004, no Botswana.

A delegação angolana é chefiada pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, que na Sexta-feira assina com o seu homólogo da Zâmbia, Dennis Wanchinga, um memorando de entendimento intergovernamental, que prevê a partilha de informações e a elaboração de projectos comuns ao longo da fronteira, com realce para o sector eléctrico.

Na reunião que teve início esta Quinta-feira, Manuel Quintino, representante de Angola a nível técnico, levou também para a reunião o tema sobre a regularização das contribuições dos países membros da comissão.

Sobre a repartição de energia da bacia do Caribe, o responsável disse que as autoridades do país pretendem, como contrapartida, uma melhor distribuição da electricidade produzida naquele aproveitamento hidroeléctrico para beneficiar os municípios angolanos fronteiriços à Zâmbia.

A comissão é integrada por Angola, que assume agora a vice-presidência da ZAMCOM, tendo o Zimbabué na presidência, e pelo Botswana, Maláui, Moçambique, Namíbia, Tanzânia e Zâmbia.

O encontro realiza-se para o balanço das acções nos últimos dois anos, para a aprovação da agenda de trabalhos até 2021, a discussão do orçamento da organização e passar em revista o plano estratégico do mecanismo multilateral em toda a sua extensão.