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Programa social Kwenda distribuiu 23 milhões de dólares por 314 mil famílias

O programa de protecção social Kwenda, iniciado em 2020, direccionado para os agregados familiares mais vulneráveis, alocou 23 milhões de dólares e realizou 314 mil transferências monetárias, sendo as mulheres cerca de 60 por cento dos beneficiários.

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O balanço do Projecto de Fortalecimento do Sistema de Protecção Social Kwenda e perspectivas para 2022 foi apresentado pela ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, que anunciou o objectivo de institucionalizar o Kwenda, "para que se transforme num verdadeiro programa de protecção social no país e não fique cingido ao prazo 2023".

"Para que no futuro possamos pensar a médio e a longo prazo, que essa proteção continue a beneficiar as famílias, sobretudo as mais vulneráveis e as que precisam de incentivo para iniciar uma actividade produtiva", disse a governante, salientando que o assunto está a ser abordado por grupos técnicos para se avançar a nível institucional com esta proposta.

"Queremos levar esta questão à Comissão Económica do Conselho de Ministros, porque representa um aumento da dotação por parte dos valores que Angola disponibiliza para o programa e também novas negociações com o Banco Mundial para encontrar mos nova plataforma de entendimento", acrescentou.

O programa conta com um orçamento de 420 milhões de dólares, dos quais 320 milhões de dólares disponibilizados pelo Banco Mundial e prevê alcançar 1,6 milhões de famílias até 2023.

Para já, foram alocados cerca de 23 milhões de dólares aos agregados familiares e, segundo Carolina Cerqueira, o Kwenda é hoje como o principal programa de apoio directo às famílias necessitadas em 5102 aldeias, de 35 municípios, das 18 províncias, nas quais se encontra em implementação.

O programa tem como meta beneficiar 1,608 milhões de famílias, até 2023, com uma renda mensal de 8500 kwanzas, tendo neste momento inscritos mais de 500 mil agregados familiares, o que corresponde a mais de 1,5 milhões de pessoas inscritas na base de dados.

Desde o início do programa, foram já realizadas 314.000 transferências monetárias, das quais 59,1 por cento beneficiárias são mulheres.

Além da componente de transferências monetárias, o programa prevê igualmente uma inclusão produtiva, beneficiando atualmente perto de 17.000 pessoas nos domínios da agricultura, pecuária, pescas, artesanato, corte e costura, mototáxi e outras actividades.

Carolina Cerqueira, igualmente coordenadora da comissão interministerial, realçou também o facto de o programa estar a permitir o empoderamento de jovens quadros a todos os níveis, sobretudo nas zonas rurais e nas periferias urbanas.

"Permitindo que os mesmos desempenhem um trabalho socialmente útil, incrementem a proximidade e a abordagem directa com os destinatários do programa, criando um ambiente de harmonioso convívio e de valorização das pessoas, conhecendo e identificando as suas necessidades, preocupações e anseios numa relação dinâmica intergeracional de fortalecimento da solidariedade social", disse.

Há 18 meses quando foi lançado o Kwenda a pandemia "estava no seu auge", prosseguiu Carolina Cerqueira, frisando que a situação afectou bastante as famílias, representando este programa "a recuperação social das famílias".

"A recuperação da vida, da estabilidade social, da esperança e sobretudo da resiliência dos novos desafios que temos para o futuro, porque a doença continua no ar, o vírus continua a trazer consequências imprevisíveis e através do Kwenda vamos associar a protecção social à protecção da saúde das pessoas", afirmou.

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