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Taxistas querem apurar “verdadeiros culpados” de incidentes em Luanda. Cidade regressa ao normal

Luanda regressou esta manhã, lentamente, à normalidade, um dia depois dos incidentes durante uma paralisação de taxistas, que rejeitam intenções políticas e pedem às autoridades para encontrar os “verdadeiros culpados” dos actos de vandalismo de Segunda-feira na capital.

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Numa ronda feita em várias zonas da cidade, a Lusa constatou que os táxis, transportes colectivos privados que levam até 15 passageiros, também conhecidos como "azuis e brancos" ou "candongueiros", estão a circular e a transportar pessoas e nas paragens não se verificam as enchentes de Segunda-feira.

No FTU, Golf II (Kilamba Kiaxi), BCA (Viana), Gamek e Rocha Pinto (Maianga), Aeroporto e Largo da Independência, alguns dos pontos com maior intensidade de tráfego e acumulação de passageiros, a situação era de normalidade desde as 06h00.

Os líderes das associações de taxistas convocaram para esta Terça-feira uma conferência de imprensa para falar sobre o diferendo que mantêm com as autoridades, voltando a demarcar-se e sublinham, num comunicado, que a paralisação tem "objectivos meramente sociais, e não políticos".

Rejeitam qualquer ligação com os actos de vandalismo que ocorreram no distrito urbano de Benfica (arredores de Luanda), no decurso dos quais foi incendiado um edifício do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), e instam a polícia a apurar e responsabilizar civil e criminalmente os implicados para se encontrar "os verdadeiros culpados".

Salientam ainda que a paralisação tem "objectivos meramente sociais, e não políticos, pois o fim último consubstancia-se na valorização e respeito da actividade do táxi", e reafirmam estar abertos ao diálogo com as instituições do Estado para pôr fim ao diferendo.

Na Segunda-feira, o secretário provincial do MPLA em Luanda, Bento Bento, sugeriu que elementos da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) estariam ligados ao vandalismo, o que a UNITA desmentiu, recomendando antes ao governo que "resolva os problemas do povo".

Ambos os partidos, que vão disputar este ano eleições gerais, condenaram veementemente os incidentes.

Estradas cortadas, um autocarro do ministério da Saúde queimado e os seus funcionários agredidos, tentativa de linchamento de jornalistas foram outros dos actos de violência ocorridos no dia da paralisação dos taxistas.

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