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UNITA vai dialogar com partidos para anular indicação de novo presidente da CNE

O líder da UNITA disse esta Quinta-feira, em Luanda, que o maior partido da oposição vai intensificar o diálogo com as outras forças políticas, face às irregularidades na indicação do novo presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

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Adalberto da Costa Júnior referiu que um maior diálogo com outros partidos políticos visa "encontrar aquilo que melhor serve o país".

"É muito mau que as instituições repitam os erros do passado, uma personagem bastante contestada, uma personagem que, de certeza absoluta, se pretendermos a edificação de um Estado democrático e de direito não seria escolhida", disse o líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA).

O político questionou, no discurso que fez na cerimónia de cumprimentos de novo ano, o que levou a nomear para presidente da CNE, uma "distinta e sensível instituição", um cidadão "contestado e envolto em polémicas".

"Este é um péssimo indício perante os desafios de credibilidade e transparência dos processos eleitorais. O interesse público foi sufocado pelos interesses privados e de grupo, obrigando a uma anulação do concurso em respeito ao Estado de direito que todos pretendemos edificar no país", referiu Adalberto da Costa Júnior.

A decisão por parte da UNITA surge depois de o partido ter-se mostrado preocupado com as "irregularidades" no processo de selecção do novo presidente da CNE.

A UNITA considerou que este foi "um processo tumultuoso, manchado pela falta de lisura, pela falta de ética e pela falta de transparência" em que tanto os candidatos como o júri violaram as normas.

Manuel Pereira da Silva foi indicado, na Quarta-feira, pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial como o novo presidente da CNE, substituindo André da Silva Neto, através de um concurso onde participaram mais três candidatos: Sebastião Diogo Jorge Bessa, Agostinho António Santos e Avelino Yululu.

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