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Sonangol iniciou processo para privatização de empresas em que detém activos

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) anunciou esta Quinta-feira o lançamento do concurso público para "a alienação dos interesses participativos" que detém em sete empresas, todas no sector turístico.

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Numa nota enviada à imprensa, a empresa tornou público que, "no âmbito do Programa de Reestruturação e na sequência da aprovação pelo executivo do Programa de Privatizações (ProPriv), decorreu, de 20 de Dezembro de 2019 a 30 de Janeiro de 2020, o lançamento do concurso público para a alienação dos interesses participativos" em várias empresas.

Atlântida Viagens e Turismo Lisboa, Atlântida Viagens Luanda, WTA International, WTA Travel Agency Luanda, WTA Paris, WTA/ Houston Express e ITSS International Travel Services and Systems são as sete empresas incluídas neste concurso, sendo que todas se dedicam "à actividade de viagens e turismo e têm sedes em Angola, Portugal, Estados Unidos da América e França", acrescenta o comunicado.

Na nota, a Sonangol acrescentou que irá, em breve, lançar os concursos públicos referentes "aos seus interesses participativos" nas empresas Sonaid - Serviços de Apoio à Perfuração, Sonasurf Internacional e Sonasurf Angola (operação e gestão de navios de suporte à atividade petrolífera), e Founton (gestão imobiliária), bem como no hotel Suíte, em Maianga.

No âmbito do Programa de Privatizações (ProPriv), que lista 195 empresas públicas para privatizar até 2022, a Sonangol deve alienar cerca de 70 activos, sendo que pelo menos 50 estão sob o controlo direto da administração da petrolífera.

A empresa enfrenta ainda um programa de reestruturação, através do qual adquiriu recentemente uma participação de 25 por cento da brasileira Oi na Unitel por 900 milhões de euros.

Esta medida permitiu, de acordo com a administração da empresa, “a estabilização e a normalização das actividades da Multitel e da Unitel", sendo que a Sonangol passa agora a deter 50 por cento desta última.

Da mesma forma, o secretário de Estado dos Petróleos de Angola, José Alexandre Barroso, defendeu que a aquisição das ações na Unitel se deveu a "uma preocupação" que a Sonangol tem com a sua própria melhoria, acrescentando que a operadora de telecomunicações, onde a empresária Isabel dos Santos detém 25 por cento, é "muito importante para Angola".

A Unitel contava com quatro accionistas com partes iguais (25 por cento): PT Ventures (Oi), Sonangol, Vidatel (controlada por Isabel dos Santos) e a Geni (do general Leopoldino Fragoso do Nascimento).