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Angola quer administrar 50 milhões de doses de vacinas com terceira dose e vacinação de adolescentes nos planos

Angola quer administrar 50 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, de que recebeu ainda menos de metade, tendo vacinado até agora cerca de 20 por cento da população alvo com a primeira dose. Além disso, o país também pretende administrar a terceira dose e iniciar a imunização de adolescentes a partir de Janeiro.

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Em declarações à saída de uma reunião do órgão multissectorial que decorreu em Luanda, Francisco Furtado disse que a dose de reforço já está prevista para o final do mês em curso, para as pessoas com mais de 60 anos.

"Também está previsto que, a partir de Janeiro, comecemos a vacinar os nossos adolescentes", entre os 14 e os 18 anos, adiantou.

As pessoas que já tenham mais de quatro meses passados após a toma da segunda dose podem também receber o reforço, a partir desta altura.

"É isso que estamos a fazer e vamos continuar com esse esforço. O país tem 'stocks' de vacina (..), temos as províncias todas abastecidas, não há rupturas", sublinhou o também ministro de Estado e da Casa de Segurança do Presidente da República.

Francisco Furtado admitiu que "há algumas questões" relacionadas com a vacina da Sputnik - uma das que compõem o 'mix' de vacinas que Angola adquiriu ou recebe através de doações, mas que não é reconhecida pela Europa e Estado Unidos da América -, pelo que as autoridades admitem dar uma terceira dose com uma vacina diferente para que os cidadãos possam aceder aos certificados de vacinação.

Sobre as vacinas, a directora nacional de Saúde Pública, Helga Freitas, indicou que Angola recebeu até 3 de Dezembro um total de 21.799.330 vacinas, das quais 10.215.920 adquiridas, com destaque para a chinesa Sinopharm (9.355.420), seguida da Johnson & Johnson (468.000) e da Sputnik (392.500).

No âmbito das doações no âmbito da iniciativa Covax foram recebidas mais cerca de 10 milhões de vacinas, sobretudo da Pfizer (5.368.830) e Astrazeneca (3.455.130), seguindo-se a Sinopharm (1.226.800) e 337.500 doses da Johnson & Johnson.

As doações bilaterais garantiram 920.000 vacinas da AstraZeneca, 200.000 da Sinopharm e 75.000 da Sputnik.

Mas para alcançar os seus objectivos Angola vai adquirir ou tem já comprometidas mais 29.133.620 doses, das quais 15.484.940 a cargo do Governo, com destaque para Johnson & Johnson (6.532.00), Sinopharm (4.741.080), Moderna (2.861.000), Pfizer (1 milhão), e Sputnik (352.600).

Outras 11.246.940 doses chegarão via mecanismo Covax (2.484.000 de AstraZeeneca, 3.963.600 de Johnson & Johnson e 4.799.340 da Pfizer) e 2400.000 serão doações bilaterais (Sinopharm).

O país quer vacinar 60 por cento da população alvo (cidadãos maiores de 18 anos) com, pelo menos, uma dose até ao final deste ano, num total de cerca de 15 milhões de pessoas e Francisco Furtado voltou a apelar aos que fizeram apenas a primeira vacinação para que se dirijam aos centros para completarem a imunização.

O responsável sublinhou ainda a descida que se tem verificado no número de novos casos e de óbitos, o que relacionou com o aumento da vacinação.

O cumulativo de pessoas vacinadas com uma dose é de 6.939.991, o que corresponde a uma cobertura de 44,02 por cento da população alvo e as que receberam a dose completa foram 3.245.389, correspondendo a uma cobertura de 20,58 por cento.

O total de doses administradas contra a covid-19 em Angola é de 9.947.889.

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