Conselho de Paz e Segurança da União Africana reúne em Angola

Angola acolhe, a partir de Quarta-feira, a reunião ministerial do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, com a resolução de conflitos, reconciliação nacional e recuperação económica de países em conflito entre os principais temas a discutir.
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Manuel Augusto, ministro das Relações Exteriores disse, em conferência de imprensa, que o encontro terá lugar entre Quarta e Quinta-feira e contará com a presença de representantes dos 15 membros efectivos do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, além de países convidados.

Manuel Augusto referiu que Luanda foi escolhida para receber o encontro porque Angola assumiu desde o 1 deste mês a presidência rotativa deste órgão da União Africana, responsável por velar pela paz e segurança do continente em estreita ligação com o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

"Por esta razão, entendeu o nosso Governo, em alinhamento com a comissão da União Africana, trazer essa reunião ao nosso país, também como um justo reconhecimento do papel de Angola em matéria de resolução e prevenção de conflitos em África", disse.

Segundo o ministro, o tema escolhido para esta reunião, que tem a ver com a resolução de conflitos, reconciliação nacional e recuperação económica destes países enquadra-se com o cenário vivido por Angola, após décadas de conflito armado, e o sucesso na sua resolução.

O chefe da diplomacia nacional frisou que em discussão vão estar assuntos da actualidade africana, especificamente os conflitos latentes no sul do Sudão, na República Centro Africana, "ainda com zonas nebulosas, misturadas com alguma violência", na República Democrática do Congo, sobretudo no leste do país, entre o Ruanda e o Uganda e o Ruanda e o Burundi.

"São situações, algumas, Angola está implicada na busca de soluções, como é o caso da tensão entre o Ruanda e o Uganda e noutras, Angola enquanto membro do Conselho de Paz e Segurança quer dar a sua contribuição e também a sua experiência", salientou.

A reunião terá dois momentos: uma sessão aberta, com a participação de convidados, e uma sessão à porta fechada, onde os membros do conselho tomam deliberações e aprovam um comunicado final.

Manuel Augusto realçou que o mandato de Angola tem como foco a paz e a sua contribuição para que haja estabilidade nos países, condição essencial para o desenvolvimento económico.

"Tivemos há pouco aqui uma reunião sobre a África central, uma das regiões mais ricas de África, e estamos mergulhados em conflitos, não conseguimos ter livre circulação de pessoas e bens, não conseguimos sequer tirar proveito dos imensos recursos naturais", indicou.

Para o ministro, "a preocupação é a paz e Angola está na linha da frente dos países que não poupam esforços para que se alcance a paz ou pelo menos uma situação de estabilidade duradoura".

O governante avançou que ao discutir em Luanda questões de paz e segurança vai ser também abordada a questão da pirataria no Golfo da Guiné, "com todas as suas consequências".

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