João de Melo: “Luta anticorrupção é para levar a sério”

O ministro da Comunicação Social, João de Melo, classificou a corrupção como um “cancro”.
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Numa mensagem no Twitter, João de Melo considerou que "a corrupção é de facto um cancro" no país, comentando a apresentação, na Quinta-feira, do Plano Estratégico de Prevenção e Combate à Corrupção 2018-2022 da Procuradoria-Geral da República.

Por isso, “a luta anticorrupção em Angola é para levar a sério", considerou ainda o governante, acrescentando que, “só de 2016 a 2017, o Estado foi lesado em 800 mil milhões de kwanzas, 60 milhões de dólares e 15 milhões de euros”.

A Direcção Nacional de Prevenção e Combate à Corrupção (DNPCC) da Procuradoria-Geral da República de Angola tem em mãos cerca de 80 processos de inquérito a actos de corrupção, branqueamento de capitais e outros crimes económico-financeiros.

A informação foi avançada pela responsável deste órgão e coordenadora do Plano Estratégico de Prevenção e Combate à Corrupção, lançado ao público.

Em declarações à imprensa, Inocência Pinto realçou que a DNPCC tem apenas a competência de instruir processos de inquérito, e após a sua conclusão, sendo apurada matéria susceptível de instrução preparatória, são remetidos para a Direcção Nacional de Prevenção e Acção Penal (DNPAC) da PGR, situação que, no entanto, pretendem ver alterada, passando o órgão a instruir processos no âmbito da instrução preparatória.

A procuradora-geral adjunta da República adiantou que estão envolvidas nestes processos de inquérito várias pessoas, entre elas "elementos que gozam de fórum especial".

Desde a sua criação em 2012, a DNPCC tramitou 77 processos de inquérito, registando no primeiro semestre deste ano o maior número de processos. O branqueamento de capitais lidera os crimes mais frequentes, seguido de peculato.

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