Ver Angola

Economia

Standard Bank apresentou briefing económico sobre Angola

O Standard Bank apresentou, na passada semana o Briefing Económico. Um evento periódico, criado em 2018, assinado pelo banco e que apresenta uma visão geral sobre a conjuntura macroeconómica e perspectivas, dando conta, por um lado, de um conjunto de evoluções positivas – evidenciando, neste encontro, os progressos substanciais de Angola em direcção à estabilização macroeconómica – e, por outro lado, dos riscos que se mantêm.

:

O objectivo desta iniciativa de partilha de conhecimento especializado, produzida pela equipa de Research do Standard Bank, e apresentado por Fáusio Mussá, economista chefe do Standard Bank
para Angola e Moçambique, é, uma vez mais, acrescentar valor no que diz respeito aos temas ligados à economia angolana e ao continente africano em geral.

Fáusio Mussá resumiu assim as conclusões deste Briefing Económico: "Nos últimos três anos, Angola fez progressos substanciais em direcção à estabilização macroeconómica, que viu o crescimento do
PIB real tornar-se positivo, durante o 2º Trimestre de 2021, em 1,2 por cento aa, após uma recessão de cinco anos".

Sobre a classificações soberanas e estabilidade da moeda nacional, Fáusio Mussá conclui que "o progresso nas reformas estruturais, combinado com medidas de alívio da dívida e a recuperação do
preço do petróleo deste ano, ajudaram a estabilizar o Kwanza, melhorar o desempenho fiscal e reduzir o rácio da dívida pública em relação ao PIB, o que gerou uma melhoria das classificações soberanas e o fortalecimento do kwanza".

Para o próximo ano, o economista chefe do Standard Bank antecipa, em comunicado remetido ao VerAngola, que "a inflacção elevada deve começar a ceder em 2022, o que irá consolidar e melhorar as perspectivas de curto prazo".

Fáusio Mussá termina partilhando uma preocupação sobre o futuro de Angola: "Ao olharmos para as perspectivas de médio e longo prazo para Angola, destacam-se várias vulnerabilidades, desde a
dependência do petróleo à incerteza quanto às perspectivas de investimento".