Kwanza continua aproximação a uma depreciação de 50 por cento face a euro e dólar

A moeda nacional continua a aproximar-se de uma depreciação este ano de 50 por cento face ao euro (47,73 por cento) e ao dólar (46,55 por cento), segundo indicam os dados divulgados pelo Banco Nacional de Angola (BNA).
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Em Janeiro do ano em curso, um euro equivalia oficialmente a 185,40 kwanzas e hoje a moeda europeia está a ser transaccionada a 354,726 kwanzas/euro, estando no mercado paralelo a ser trocada entre os 440 e 450 kwanzas/euro.

Em relação à moeda norte-americana, que em Janeiro se trocava a 165,920 kwanzas, um dólar está hoje a valer oficialmente 310,428 kwanzas, atingindo entre 390 e 400 kwanzas no câmbio paralelo.

Acabadas as sessões de venda trissemanais de divisas em leilão aos bancos comerciais, iniciadas a 9 de Janeiro último, o BNA está desde 1 deste mês a proceder a operações diárias, tendo indicado que, em Novembro, pretende colocar no mercado primário 850 milhões de dólares.

Antes, em Setembro, o BNA anunciou que, a partir de 1 de Outubro, deixaria de proceder à venda directa de divisas, pelo que as solicitações de compra de moeda estrangeira voltaram a ser unicamente apresentadas aos bancos comerciais autorizados.

Na ocasião, o BNA referiu ter, no âmbito da normalização do funcionamento do mercado cambial, retomado a venda de moeda estrangeira nos leilões de divisas sem indicação específica das operações ou importadores para os quais os fundos devem ser vendidos pelos bancos comerciais.

Segundo o BNA, o sistema ajustado de vendas directas permitiu que o banco central angolano tivesse um entendimento mais preciso da metodologia necessária para a protecção das reservas internacionais e emitisse regulamentação e orientações aos bancos comerciais adaptados a esse objectivo.

Com esse sistema, o BNA assegurou ainda a alocação imparcial das divisas no pagamento dos atrasados e a atenuação das percepções negativas dos clientes sobre os critérios de selecção dos beneficiários aplicados pelos bancos comerciais.

O BNA entende agora que, após o período de maior intervenção, com o mercado cambial actualmente mais bem regulamentado e com maior regularidade na oferta de moeda estrangeira, estavam criadas as condições para que sejam novamente os bancos comerciais a realizarem a alocação de moeda estrangeira aos seus clientes.

No exercício das suas responsabilidades de supervisor e de autoridade cambial, o BNA comprometeu-se a trabalhar junto das instituições financeiras, para que esta transição seja bem-sucedida e ocorra sem quaisquer impactos negativos na actividade económica do país.

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