Lukkaz Dk: “O segredo no mundo das passerelles reside na atitude, humildade e amor à camisola”

Entrou no mundo da moda por um acaso, mas logo revelou um talento nato para ser modelo. A preocupação com o seu corpo é uma constante, o que classifica como a maior dificuldade que enfrenta diariamente. A exposição que o mundo da moda exige também é uma barreira, visto ser uma pessoa que preserva a sua privacidade. Já pisou tanto passerelles nacionais como internacionais, e gosta tanto de sessões fotográficas como de desfiles. Lukkaz Dk, o modelo que sonha em ser representante de uma marca conceituada, espera continuar a surpreender-se e a aperfeiçoar o seu trabalho, sempre com entrega e dedicação à sua carreira de modelo.
Sergio Henriques:
    Sergio Henriques

Lukkaz, fale um bocadinho sobre si. Onde nasceu e cresceu, como foi a sua infância, que idade tem, o que estudou…

Falando de mim, eu posso aferir que sou um jovem com uma personalidade muito forte, sou cauteloso, positivo, batalhador, reservado e devoto a Deus. Nasci e cresci em Luanda, a minha infância de forma resumida foi boa, com algumas atribulações e alegrias, recebi sim e não, como toda a criança bem educada oportunamente teve, e tive alguns dissabores, em função de algumas locomoções derivadas pelo período de guerra que assolou o país, durante algum tempo. Sou engenheiro de informática e telecomunicações, e tento conciliar a carreira de modelo com a carreira profissional que desempenho. 

Lembra-se de quanto surgiu o gosto pela moda? Sempre quis ser modelo?

Lembro-me do gosto pela moda ter surgido a partir de uma publicidade que fui convidado a participar. Na verdade, nunca me ocorreu ser modelo.
 
Como e quando é que tudo começou?

A motivação partiu de um convite que me havia sido feito enquanto estava no ginásio a treinar, onde apareceu um grupo de pessoas que me convidaram a fazer parte de uma publicidade. Desde aí incitou-me o interesse em ser inserido e fazer trabalhos relacionados com o mundo da moda, o qual venho desenvolvendo já há algum tempo.

Gosta do que faz? O que é que o estimulou a ingressar nesta carreira?

Gosto do que faço e por isso continuo a fazer cada vez mais, procurando sempre fazer melhor. Quanto ao estímulo teve como ponto de partida a publicidade em que participei. 

Que modelos tem como referência?

Tenho como referência vários modelos, mas posso frisar alguns nomes como Freddy Costa, Mauro Lopes, Mariano Di Vaio, Igor Benza, David Gandy, entre outros.
 
Quais as principais barreiras que encontrou no início da sua carreira?

As barreiras que encontrei no início da carreira, e que de certo modo ainda vou encontrando dependendo da situação, foi de um modo geral a adaptação em termos de exposição, por ser alguém reservado, e o trabalho com o corpo, para atingir o perfil desejado para melhor desempenho e aceitação na carreira. 
 
Como é a vida de modelo?

No meu caso, existe a particularidade de haver uma simbiose entre as actividades profissionais e a carreira de modelo, mas para mim a vida de modelo é normal, como qualquer pessoa. Não posso deixar de realçar que o meu grande foco também foi direccionado aos cuidados com a imagem, no que concerne a estrutura física, alimentação, pele e exposição desnecessária.

Prefere sessões fotográficas ou desfiles? Moda comercial ou alta costura? O que é mais desafiante para si?

Não tenho preferências para as sessões fotográficas ou desfiles. Gosto de desempenhar as duas actividades… Embora os desfiles tenham maior destaque relativamente à abrangência do trabalho, ou seja, o que se pode fazer num desfile oferece limitações para uma sessão fotográfica. Por exemplo, quem está na passerelle desfila e é fotografado, o mesmo não acontece numa sessão fotográfica.

Quanto aos tipos de moda, para mim é muito relativo, tudo depende das criações de cada estilista.

O que tenho considerado como muito desafiante ao longo da carreira, é o facto de saber vender a roupa de um estilista na passerelle, fazendo correctamente a interpretação das pretensões da criação do estilista para o público-alvo. 
 
Em que eventos de moda é que já participou? Qual foi o que mais gostou?

Participei em eventos de moda como Portugal Fashion, Moda Lisboa, Lisboa Design Show, Black Fashion Week Lisboa, Hong Kong Fashion, Men Fashion, Angola Fashion Week, Moda Luanda, Belas Fashion, Angola International Fashion Show, e ainda desfiles para as marcas Roberto Cavalli, Versace e Porto Fino, entre outros.

Não tenho como aferir qual foi o que mais gostei, mas por enquanto dou preferência ao Portugal Fashion, pela dimensão do evento e por ter sido uma estreia para mim.

Qual é a oportunidade que ainda não teve e gostaria de ter? E o seu maior sonho?

Vejo como oportunidades a ter a necessidade de aperfeiçoamento, e o intercâmbio com outras culturas, para aprimorar e/ou mudar conceitos sobre a moda.

Tenho como maior sonho ser representante de uma marca conceituada.

Gostaria de trabalhar com algum estilista em especial?

Não. Não me sinto no direito de particularizar, por considerar todos os estilistas para os quais já trabalhei muito especiais. Especial para mim é a entrega e dedicação que cada criador dá à sua obra.
 
Como é lidar com o glamour e o luxo do mundo da moda?

Acabo por ser uma pessoa que pouco usufrui da moda por causa da minha privacidade, o que me leva a abster-me algumas vezes de algumas actividades. Mas sempre que posso estar diante disso sinto-me satisfeito, especialmente por sentir o meu esforço, empenho e dedicação como modelo, de certa forma reconhecidos. 

Qual é o segredo para o sucesso no mundo das passerelles?
 
Para mim o segredo no mundo das passerelles reside na atitude, humildade e amor à camisola.
 
Por fim, no que diz respeito à moda, quais são os seus planos para o futuro?

Tenho como planos continuar a surpreender-me pela positiva, relativamente ao decorrer da carreira de modelo, por ser algo que nunca me ocorreu fazer.

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