Governo avança com privatizações da Sonangol e da Unitel até 2022

O programa de privatizações, a decorrer entre o presente ano e 2022, foi publicado em Diário da república, estando integrada a privatização parcial da petrolífera Sonangol e a alienação dos 25 por cento indirectamente detidos na empresa de telecomunicações Unitel.
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Anunciado em Outubro do ano passado, o processo de privatização parcial da Sonangol tem agora condições para avançar, depois de publicado em Diário da República o programa de privatizações para o período entre 2019 e 2022 (PROPRIV).

É longa a lista de empresas que vai ser incluída neste processo de privatizações, através do qual as autoridades chefiadas pelo presidente João Lourenço querem abrir a economia nacional e criar condições para atrair investimento estrangeiro.

Conforme avança o Jornal de Negócios, uma das operações mais relevantes passa pela privatização parcial da Sonangol, empresa do sector petrolífero 100 por cento detida pelo Estado, cujo programa de regeneração só ficará concluído em 2022.

Também a Unitel, operadora de telecomunicações detida indirectamente em 25 por cento pelo Estado, através da MS Telecom, está incluída no pacote de privatizações.

A Unitel é detida por três accionistas angolanos, cada um deles com 25 por cento do capital, a Mercury, subsidiária da Sonangol, a Vidatel, de Isabel dos Santos, e a Geni, detida pelo general Leopoldino Fragoso do Nascimento.

O decreto presidencial de João Lourenço sublinha que a motivar este PROPRIV está a "necessidade de se reestruturar e redimensionar o sector empresarial público".

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