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Banco digital poderá tornar-se uma realidade nos próximos dois anos

A criação de um banco digital poderá tornar-se uma realidade no país. Márcio Miguel, mestre em bolsa e especialista em blockchain, defende que o banco digital deverá aproveitar as pessoas que usam os bancos convencionais apenas para receber e enviar dinheiro, acreditando que em dois anos o banco digital seja capaz de “bancarizar” mais de 100 mil cidadãos.

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Em declarações à Rádio Nacional de Angola (RNA), o especialista adiantou que há dois anos iniciaram um projecto que passa "pela educação financeira e vai até ao desenvolvimento de um banco digital".

"Nós em Angola temos mais de 10 milhões de desbancarizados, somado aos bancarizados, o cidadão que tem uma conta bancária mas que utiliza só para receber e enviar dinheiro, chegamos a um número de quase 18 milhões actualmente", informou.

Márcio Miguel prevê que até 2030, metade da população esteja "desbancarizada".

"Através de investigação e pesquisas nós conseguimos perceber que existem alguns problemas que começam pela falta de comunicação, que vai das instituições financeiras à população. As pessoas não têm confiança nos bancos, e os bancos não fazem com que as pessoas tenham esta confiança, este relacionamento, para que possam verdadeiramente impactar a vida do cidadão", considerou.

O especialista acredita que em dois anos, o banco digital seja capaz de "bancarizar" mais de 100 mil cidadãos: "Nós com banco digital acreditamos que, nos dois primeiros anos, conseguimos bancarizar mais de 100 mil pessoas através da tecnologia, através do uso de recursos tecnológicos que permitem este acesso de um modo simplificado".

Actualmente é possível fazer uma compra a partir do telemóvel, disse, acrescentando que será possível chegar ao "público através do próprio telemóvel".

De acordo com Márcio Miguel, citado pela RNA, os cidadãos terão a capacidade para abrir uma conta no telemóvel, "cadastrar-se, ter acesso a um cartão de crédito, a um cartão de débito sem sair de casa".

"Toda a operação, tanto interna como funcional, é toda digital. Mas para que isto aconteça há necessidade de nós termos regulamentações, termos um controlo sobre isto tudo, que depende, claramente, do nosso banco central", completou.