Banco central revoga licença a seis casas de câmbio por inactividade

O Banco Nacional de Angola (BNA) anunciou ter revogado, face a uma inactividade superior a seis meses, as licenças a seis casas de câmbio e a uma cooperativa de crédito.
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Num comunicado, o banco central adianta que, no prazo máximo de 30 dias a contar da publicação, as instituições públicas e privadas com direitos de crédito sobre as instituições financeiras devem participar junto do Departamento de Regulação e Organização do Sistema Financeiro do BNA.

"O BNA, na qualidade de organismo de regulação e supervisão e garante da estabilidade do sistema financeiro […] comunica a todas as entidades públicas e privadas que, por inactividade por período superior a seis meses, revogou as licenças a sete instituições", lê-se no documento.

Na lista, o BNA dá conta da revogação das casas de câmbio Dias & Poeira, Expresso, Global, Kétsia, Nevisa e Ponto Câmbios, bem como a Rede Crédito - Cooperativa de Crédito.

Desde Janeiro de 2018 que as casas de câmbio deixaram de obter divisas através dos leilões, então semanais, realizados pelo BNA, o que levou à paralisação das actividades, tendo, em Abril desse ano, a Associação das Casas de Câmbio e Angola (ACCA) enviado uma carta ao governador do banco central, José de Lima Massano, a apelar à resolução da situação, que levou ao despedimento de centenas de trabalhadores.

"Não se entende como é que as ‘kinguilas' [mulheres que compram e vendem moeda estrangeira no mercado paralelo] têm acesso às divisas, que são comercializadas de forma especulativa no mercado informal. Nós, que apoiamos o sector financeiro, estamos sem as notas", lê-se no documento, que nunca obteve resposta.

A 9 de Janeiro de 2018 as autoridades de Luanda puseram termo à taxa de câmbio fixa e começaram a vender aos bancos comerciais as divisas em leilão, primeiro semanais, depois trissemanais e actualmente diárias.

Desde então, a moeda já se depreciou cerca de 52 por cento face à europeia e à norte-americana, transaccionando-se actualmente nos 389,491 kwanzas/euro, e nos 347,667 kwanzas/dólar, novo mínimo histórico.

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