Ministério Público reforçado com 25 novos procuradores

Angola conta, desde esta Terça-feira, com 25 novos procuradores do Ministério Público (MP), aos quais foi exortado a busca sempre de soluções que não coloquem em perigo “os fins últimos da justiça".
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"É importante que nos locais onde forem colocados, todos fora de Luanda, saibam criar óptimo e salutar ambiente de trabalho, cooperando com os demais órgãos que intervêm na administração da justiça", disse o Procurador-Geral da República (PGR) de Angola, Hélder Pitta Grós.

O procurador, que falava na cerimónia de tomada de posse dos novos procuradores e de outros magistrados, nomeados para cargos de direcção e chefia da PGR, assegurou ainda que a sua direcção "está empenhada em melhorar as condições de trabalho".

"É importante termos meios técnicos necessários para combatermos a criminalidade e em especial aos novos crimes, que ultimamente surgiram, como crimes informáticos, branqueamento de capitais e outros subjacentes", referiu.

O magistrado judicial realçou que os recursos humanos capacitados são essenciais para o funcionamento desses meios.

De acordo com Hélder Pitta Grós, a direcção da Procuradoria-Geral da República tem consciência da actual situação económica e financeira do país.

Porém, "é necessário que haja consciência que o dinheiro necessário para adquirir meios não é despesa e deve ser visto como investimento".

Na ocasião, Hélder Pitta Grós fez saber também que está em curso a nível da PGR um processo de transição dos funcionários do quadro geral do funcionalismo público, para o quadro especial da justiça.

É neste quadro que foram hoje promovidos 11 funcionários da categoria de procuradores-adjuntos da República para procuradores da República, "fruto do seu empenho e reconhecimento da formação académica".

Entre os magistrados nomeados para cargos de direcção e chefia, igualmente hoje empossados, destaque para os que vão funcionar nos gabinetes de assessoria e inquéritos, e ainda para a nomeação do novo director de comunicação institucional e imprensa.

"Ele (o novo director de comunicação) deverá ser os nossos ouvidos, os nossos olhos e a nossa boca. Municiar a direcção da PGR e, em particular, os gabinetes de prevenção e combate à corrupção, de assessoria e inquérito, de informação que acontece no nosso exterior e dar a conhecer ao mundo as nossas realizações", apontou.

O responsável realçou a necessidade de se disciplinar a forma de comunicação com o exterior da PGR, devendo o gabinete de comunicação ser o receptor das preocupações e interlocutor privilegiado, com os órgãos de comunicação social".

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