Vice-presidente de Cuba em Angola para reavaliar acordos de cooperação bilateral

O vice-presidente de Cuba chegou esta Segunda-feira de manhã a Luanda para renegociar o Acordo de Usufruto Recíproco de Imóveis e proceder à revisão sectorial dos acordos de cooperação bilateral.
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Segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores, a reavaliação foi feita nos trabalhos da 14.ª Sessão da Comissão Intergovernamental Angola/Cuba, que começou esta Segunda-feira ao fim da manhã, na presença de Ricardo Cabrisas Ruiz, vice-presidente do Conselho de Ministros cubano.

Ricardo Ruiz, que estará três dias em Angola em visita de trabalho, está em Luanda na qualidade de co-presidente da comissão, que se reúne de Segunda a Quarta-feira na sede do Ministério das Relações Exteriores, na capital.

Do lado angolano, a reunião é co-presidida pelo ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Silva Cardoso.

Os grupos técnicos de trabalho dos dois países irão proceder ao balanço dos compromissos assumidos durante a 13.ª Sessão da Comissão e proceder também a uma avaliação da dívida de Angola a Cuba, a estrutura e o mecanismo de funcionamento do secretariado executivo, assim como o papel da agência de cooperação "ANTEX".

No último dia de trabalhos, os co-presidentes da comissão intergovernamental irão assinar, em nome dos respectivos países, o Processo Verbal, que vincula Angola e Cuba aos compromissos que têm sido assumidos ao longo dos anos, desde a criação dessa plataforma de negociação político-diplomática, científico, técnica e comercial.

Antes do início da 14.ª sessão da Comissão, Ricardo Ruiz reuniu-se em privado com o chefe da diplomacia, Manuel Augusto, e com Frederico Silva Cardoso.

Terça-feira, paralelamente à sessão da comissão, a segunda autoridade da hierarquia governativa de Cuba tem agendado encontros de trabalho com a secretária de Estado para as Finanças e Tesouro, Vera Daves de Sousa, e com o secretário de Estado do Planeamento, Manuel Neto da Costa.

Angola e Cuba mantêm relações político-diplomáticas históricas de longa data, e as de cooperação percorrem vários domínios, como o militar, defesa e segurança, saúde, educação e ensino superior, petróleo e indústria.

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