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Banca e Seguros

Divisas injectadas na banca recuam 6,4 por cento na última semana

As vendas de divisas pelo Banco Nacional de Angola (BNA) à banca comercial angolana desceram 6,4 por cento na última semana, face à anterior, fixando-se em 290 milhões de dólares.

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Segundo o relatório semanal sobre a evolução dos mercados monetário e cambial do BNA, ao qual a Lusa teve hoje acesso, as vendas (em leilões) entre 20 e 24 de Abril foram concretizadas a uma taxa média de referência do mercado cambial interbancário de 109,778 kwanzas por cada dólar, renovando máximos de vários meses.

Nas últimas cinco semanas, a injecção de divisas pelo BNA rondou (até) 310 milhões de dólares semanais, mas persistem as dificuldades de empresas e clientes no acesso a divisas nos bancos comerciais.

O dólar norte-americano disparou mais de 10 por cento, face ao kwanza angolano, nos últimos seis meses, acompanhando a escassez de divisas devido à quebra nas receitas petrolíferas e com reflexos no custo de vida.

Entretanto, cada nota de dólar continua a ser transaccionada nas ruas de Luanda a mais de 160 kwanzas, sendo este um recurso devido às limitações no acesso a divisas pelo sistema bancário.

Entretanto, algumas indústrias têm vindo a confirmar a redução da actividade laboral devido à falta de acesso a matéria-prima importada, tendo em conta os atrasos nos pagamentos de facturas internacionais (em divisas).

Em 2014, até ao mês de Outubro, a venda de cada dólar cifrou-se sempre em menos de 100 kwanzas. A situação reflecte-se também no dia-a-dia, no aumento dos preços (reconhecido pelas autoridades angolanas), com o argumento da grande dependência angolana das importações. Transacções que são feitas em dólares e que, por isso, estarão agora mais caras, face ao kwanza, afectando nomeadamente produtos alimentares.

O petróleo representou cerca de 70 por cento das receitas fiscais angolanas em 2014, mas a quebra da cotação internacional do barril de crude deverá fazer descer esse peso, segundo o Governo, para 36,5 por cento em 2015 e já obrigou à revisão do Orçamento Geral do Estado para este ano.