Produção petrolífera cresceu 22.000 barris por dia em Fevereiro

Angola produziu 1457 milhões de barris de petróleo por dia em Fevereiro, um aumento de 22.000 barris face a Janeiro, segundo o mais recente relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
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Segundo o relatório publicado Quinta-feira, e com base em dados de fontes secundárias, trata-se de um aumento face aos 1435 milhões de barris registados em Janeiro, valor agora revisto em alta face aos primeiros dados, que apontavam para uma produção diária de 1416 milhões de barris.

Angola manteve, assim, a posição de segundo maior produtor africano de crude, atrás da Nigéria.

A Nigéria, líder africana na produção petrolífera, viu a sua produção diária aumentar em 10.000 barris de crude, alcançando os 1741 milhões de barris por dia em Fevereiro, depois de uma revisão em baixa dos valores de Janeiro, que passaram de 1792 milhões de barris por dia para 1731 milhões de barris por dia.

O acordo entre os países produtores de petróleo para reduzir a produção e fazer aumentar o preço do barril obrigou Angola a cortar 78.000 barris de crude por dia com efeitos desde 1 de Janeiro de 2017, para um limite de 1673 milhões de barris diários.

O último relatório da OPEP refere também que, em termos de "comunicações directas" à organização, Angola terá produzido 1423 milhões de barris de petróleo por dia em Fevereiro.

Os números apresentados pela OPEP com base em dados de fontes secundárias contrariam, desta forma, as "comunicações directas", no mesmo mês, que apontam para uma diminuição de 47.000 barris diários na produção, face a Janeiro.

Entretanto, a OPEP acertou, em Dezembro, em conjunto com outros produtores que não integram a organização, o corte na produção de petróleo.

Os membros da OPEP acordaram cortar a produção em 800.000 barris de petróleo por dia e a Rússia comprometeu-se a uma diminuição idêntica de 200.000 barris por dia, assim como outros países que não a integram.

A medida pretende forçar o equilíbrio entre a oferta e a procura no mercado petrolífero, tentando travar a descida de preços registada nos últimos meses.

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