Apoio de 30 milhões leva água ao gado afectado pela seca em Benguela

O governo provincial de Benguela criou um programa de emergência, no valor de 5000 milhões de kwanzas (30 milhões de dólares), para reabilitar e construir reservatórios de água para dar de beber ao gado, devido à seca.
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A província, no litoral sul do país, Angola enfrenta há dois meses um período de seca, que causou já a morte de mais de 1700 cabeças de gado bovino, no município de Caimbambo.

Neste programa de emergência, que inclui também a aquisição de 800 fardos de feno para animais desnutridos, o Fundo das Nações Unidas para a Alimentação (FAO) disponibilizou-se a apoiar os criadores de gado com blocos de sais minerais, suplementos alimentares para os bovinos.

A posição foi expressa pelo coordenador de programas de emergência da FAO, Mateus Tony, no final de uma visita de constatação ao Caimbambo.

Segundo Mateus Tony, citado pela Angop, a FAO tem instalada uma fábrica de ração animal no município de Cahama, província do Cunene, pronta para prestar apoio imediato ao sector pecuário.

O programa de emergência traçado pelas autoridades provinciais de Benguela tem a duração de três meses, prevendo ainda a aquisição de medicamentos para garantir condições de saúde aos bovinos e treinamento do pessoal veterinário.

A seca, que tem afectado algumas províncias do sul do país, afectou igualmente os criadores de gado do município de Quilengues, província da Huíla, apontando-se a morte de 50 cabeças de gado bovino, nas duas últimas semanas. De acordo com o administrador local, Armando Vieira, "está a morrer muito gado no Quilengues".

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