João Lourenço já escolheu os 31 ministros e 18 governadores que constituem o seu Executivo

O novo Governo, nomeado pelo Presidente da República, João Lourenço, vai continuar a contar com três dezenas de ministros, dos quais nove mantêm as mesmas pastas do executivo liderado até Terça-feira por José Eduardo dos Santos.
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A informação consta de um comunicado enviado à agência Lusa pela Presidência da República, dando conta que as nomeações dos titulares dos diferentes departamentos governamentais foram feitas por decreto presidencial.

O Governo nomeado por João Lourenço passa a contar com três ministros de Estado (mais um em relação à governação anterior), com Manuel Nunes Júnior a acumular com o Desenvolvimento Económico e Social, Pedro Sebastião com as funções de Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República e Frederico Manuel dos Santos e Silva Cardoso como Chefe da Casa Civil.

Mantêm as mesmas pastas Ângelo de Barros da Veiga Tavares (ministro do Interior), Augusto Archer Mangueira (Finanças), Marcos Alexandre Nhunga (Agricultura e Florestas), Bernarda Martins (Indústria), João Baptista Borges (Energia e Águas), Augusto da Silva Tomás (Transportes), Victória de Barros Neto (Pescas e do Mar), José Carvalho da Rocha (Telecomunicações e Tecnologias de Informação) e Carolina Cerqueira (Cultura).

O Ministério da Defesa Nacional, que no Governo anterior era liderado por João Lourenço, passa a ser tutelado por Salviano de Jesus Sequeira, enquanto Manuel Domingos Augusto é promovido de secretário de Estado a ministro das Relações Exteriores, o mesmo acontecendo com Adão de Almeida, que sobe para ministro do Território e Reforma do Estado.

No novo executivo, com posse agendada para o palácio presidencial no este Sábado, 30 de Setembro, destaque para Diamantino Pedro Azevedo, que assume o cargo de ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, duas pastas que no Governo anterior estavam separadas.

António Rodrigues Afonso Paulo é o novo ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Ana Paula Chantre Luna de Carvalho é nomeada ministra do Ordenamento do Território e Habitação, Pedro Luís da Fonseca assume a pasta da Economia e Planeamento, Maria do Rosário Sambo o Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, e Maria Cândida Teixeira a Educação.

As nomeações do novo chefe de Estado angolano envolvem ainda Manuel Tavares de Almeida, para o cargo de ministro da Construção e Obras Públicas, Sílvia Paula Lutucuta, para a Saúde, Maria Ângela Bragança, para a Hotelaria e Turismo, Victória Correia da Conceição, para o cargo de ministra da Ação Social, Família e Promoção da Mulher, Ana Paula Sacramento Neto, para a Juventude e Desportos, e Aníbal João da Silva Melo, para a Comunicação Social. Francisco Queiroz, anteriormente com a pasta da Geologia e Minas, será ministro da Justiça e dos Direitos Humanos.

Após mais de 20 anos como governador provincial do Moxico, João Ernesto dos Santos ‘Liberdade’ assume agora o cargo de ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Jofre Van-Dúnem Júnior a pasta do Comércio e Paula Cristina Francisco Coelho é a nova ministra do Ambiente, enquanto para secretária do Conselho de Ministros foi nomeada Ana Maria de Sousa e Silva.

PR muda cinco governadores de província

João Lourenço nomeou também governadores para as 18 províncias do país, mas com apenas cinco mudanças, nomeadamente em Luanda, assumindo o cargo Adriano Mendes de Carvalho, que substitui o general Higino Carneiro.

Foram igualmente nomeados, por decreto presidencial, para governador da província de Cabinda, Eugénio César Laborinho, que no Governo anterior ocupou a pasta de secretário para a Protecção Civil e Bombeiros do Ministério do Interior.

Para governador da província do Uíge foi nomeado o anterior ministro da Educação Mpinda Simão, para a província da Lunda Sul Ernento Fernando Kiteculo e para o Moxico Manuel Gonçalves Muandumba, que ocupou no Governo anterior a pasta da Assistência e Reinserção Social.

Foram reconduzidos no cargo os governadores da província do Zaire, José Joanes André, do Bengo, João Bernardo de Miranda, do Cuanza Norte, José Maria Ferraz dos Santos, de Malanje, Norberto Fernandes dos Santos, da Lunda Norte, Ernesto Muangala, e do Cuanza Sul, Eusébio de Brito Teixeira.

O decreto presidencial reconduziu igualmente nos cargos os governadores da província de Benguela, Rui Luís Falcão Pinto de Andrade, do Huambo, João Baptista Kussumua, do Bié, Álvaro Manuel de Boavida Neto, do Namibe, Carlos da Rocha Cruz, da Huíla, João Marcelino Typinge, do Cunene, Kundhi Paihama, e do Cuando Cubango, Pedro Mutinde.

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