João Lourenço diz que quer ficar na história como o “homem do milagre económico de Angola”

O cabeça-de-lista do MPLA às eleições gerais angolanas, João Lourenço, assumiu que quer ficar na história como o "homem do milagre económico de Angola" e não equaciona qualquer cenário além da vitória eleitoral na Quarta-feira.
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O candidato e vice-presidente do partido falava esta Terça-feira em Luanda, na sede do MPLA, numa conferência de imprensa com órgãos de comunicação social estrangeira, em dia de reflexão para as eleições gerais de Quarta-feira.

"O Presidente Agostinho Neto lutou e conseguir a independência para o nosso país, o Presidente José Eduardo dos Santos trabalhou para a paz e a reconciliação entre os angolanos, entre outras coisas de bem que fez, e a minha missão será melhorar a economia do nosso país. Se me permitem a expressão, sem querer ser muito sonhador, eu gostaria de passar para a história como o homem do milagre económico de Angola. Eu irei perseguir esse objectivo", disse João Lourenço.

"Está a faltar fazer esse milagre económico, transformar Angola do ponto de vista económico e social", disse João Lourenço. "Temos fé que Angola também vai dar a volta por cima e conseguir os recursos para desenvolver o país", defendeu, mas sem concretizar a forma como pretende concretizar o milagre económico a que se propõe, apenas admitindo que assenta na atracção do investimento estrangeiro.

Questionado sobre o objectivo traçado de combater a corrupção no país, João Lourenço garantiu que a "lei é para todos". "Desde que haja indícios muito fortes do cometimento de um crime, com certeza que a Justiça é livre de actuar", afirmou o cabeça-de-lista do MPLA, que tenta suceder a 38 anos de liderança de José Eduardo dos Santos. "Vai mudar um ciclo político dentro da mesma família política. Mas que haverá mudanças, haverá", garantiu.

Depois de seis meses como candidato, João Lourenço nem admite cenários hipotéticos de uma derrota eleitoral ou de perda de maioria parlamentar: "Não tempos plano B. Temos plano A, plano A, plano A. Não existe plano B", disse, recusando falar "de uma coisa [derrota] que, em princípio, não vai acontecer".

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