Travados furtos de medicamentos comprados pelo Estado

Os furtos e desvios de produtos farmacêuticos e equipamentos comprados pelo Estado, inclusive por funcionários, diminuiu nos últimos seis meses, com o reforço das medidas de segurança.
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De acordo com a directora da Central de Compra de Medicamentos e Equipamentos (CECOMA), Maria Júlia Simão, a instituição que dirige "registava muitos furtos de medicamentos e muitos deles feitos pelos funcionários".

Para reverter o quadro, disse, foi montada uma esquadra móvel nas proximidades daquela central, além de câmaras de segurança e outros dispositivos de protecção, bem como contratada uma empresa de gestão de risco, para a supervisão e fiscalização diária dos produtos.

Sem avançar as quantidades desviadas e os prejuízos, Maria Júlia Simão, citada pela agência noticiosa Angop, garantiu que desde o reforço das medidas de segurança, não foram registados furtos e a entrega dos produtos nas direcções provinciais de saúde "foi a 100 por cento, sem nenhuma rotura ou desvios".

"Durante os seis meses que estou aqui já enfrentei vários desafios, pois que a CECOMA sofreu assaltos e, um deles, não faz muito tempo, por isso foi necessário ver quais os pontos fracos, verificando-se que havia possibilidade de entrada de pessoas estranhas, o que acabou e está tudo a caminhar bem", explicou.

Segundo Maria Júlia Simão, a venda dos produtos desviados vendidos no mercado informal é bastante lucrativa.

A CECOMA é o órgão responsável pela planificação, aquisição, armazenamento e distribuição de medicamentos e equipamentos para todas as entidades do Sistema Nacional de Saúde, atendendo 15 hospitais centrais e 15 outras unidades de saúde, bem como os Programas de Saúde Pública, como a malária, tuberculose, HIV/SIDA, saúde reprodutiva, nutrição, lepra, vacinação, entre outros.

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