Linha de crédito Angola-Portugal coloca Omatapalo na obra de acesso ao novo aeroporto de Luanda

O Governo aprovou a inserção de um contrato público envolvendo os acessos ao novo aeroporto de Luanda com uma empresa de origem portuguesa, por 13,2 milhões de dólares, na linha lusa de crédito e seguro à exportação COSEC.
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De acordo com um despacho presidencial de início de Agosto, a que a Lusa teve acesso, a decisão resulta da "necessidade de se garantir a continuidade da execução" dos projectos e para que sejam inseridos na Linha de Crédito Angola-Portugal, com recurso ao seguro crédito à exportação da Companhia de Seguro de Créditos (COSEC).

Em causa está a necessidade de realização de uma "acção de urgência" para a protecção e estabilização de uma encosta nos arredores da capital, no âmbito do Programa de Obras e Intervenções Viárias dos Acessos ao Novo Aeroporto Internacional de Luanda.

O despacho assinado pelo Presidente autoriza o contrato para a empreitada com a empresa Omatapalo e a inserção do projecto na Linha de Crédito de Portugal assegurada pela Companhia de Seguro de Crédito à Exportação.

Os governos de Angola e de Portugal anunciaram em Outubro último que pretendem acelerar a inclusão nesta linha de projectos a desenvolver por empresas portuguesas naquele país, com prioridade para as infraestruturas e Defesa.

A intenção foi transmitida, em Luanda, no final de uma reunião entre o ministro das Finanças, Archer Mangueira, e a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, Teresa Ribeiro.

Ambos os governantes anunciaram, após a reunião, que querem reforçar o recurso à linha de crédito segurada pela COSEC, em termos de garantia. "Aquilo que ficou aqui decidido é que avançarão rapidamente os projectos para a concretização da aplicação da linha, projectos esses que serão sobretudo nas áreas da Energia, do Saneamento, da Construção e da Defesa. E, portanto, são boas notícias", disse a governante portuguesa.

Em 2015, segundo a COSEC, o valor seguro no âmbito desta linha foi de cerca de 176 milhões de euros, permitindo vendas de mais de 720 milhões de euros. Esta linha foi criada pelo Estado Português em Dezembro de 2008, no âmbito das medidas destinadas a minimizar os efeitos da crise económica e financeira e apoiar a internacionalização, tendo garantia estatal e gestão exclusiva da COSEC.

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