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A relevância das “Start-Ups”


A relevância das “Start-Ups”

Michel Pedro

Michel Pedro é jornalista na revista Economia e Mercado

As empresas emergentes, conhecidas como “start-ups”, dentro do segmento das empresas de pequeno porte, revelam-se muito relevantes para as economias, principalmente para as economias em vias de desenvolvimento ou emergentes.
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A necessidade de diversificar a economia angolana levou o Executivo a apostar de forma fincada nas Pequenas e Médias Empresas (PME), embora se tenham registando irregularidades e falta de confiança nas mesmas, sobretudo no respeitante ao financiamento bancário, por serem motores de dinamização da economia a nível global.

Nos últimos anos, o surgimento das start-ups, que podem ser definidas como empresas iniciantes de tecnologia, tem sido efémero dado a importância que revela para uma economia que se quer ver robusta.

Angola é considerado como sendo cemitério destas empresas, se nos apoiarmos nas estatísticas que nos dizem que 80% das empresas que morrem em menos de um ano são as PME's.

Daí surge a necessidade de se dar a verdadeira relevância às empresas que têm a capacidade de mudar o ritmo da economia angolana, caso esteja no interesse do Governo (pelo menos para quem assumir a governação do país).

A Nigéria é um exemplo da relevância das start-ups em África, as suas empresas deste segmento são as que mais receberam financiamento até a data presente se ainda nos lembramos da To.Let.com.ng que conseguiu 1,2 milhões na sua primeira oferta pública.

É caso para se dizer que é possível ter-se um número ainda maior de empresários ou investidores no país se tivermos atenção a estas empresas que podem ou têm tudo para crescer.

Já alguém afirmava que “um dos piores erros de certos africanos é achar que são as grandes empresas que criam grandes riquezas”, quando se pode ter exemplos contrários no mundo todo.

Facebook, Microsoft, Apple integram a lista das maiores empresas em todo o mundo, revirando a história destas, conclui-se que passaram de start-ups a grandes empresas.

Talvez o fracasso das empresas emergentes resida no medo por parte de pessoas detentoras de capital financeiro em investir nelas, sem deixar de realçar que estamos acomodados e aceitamos facilmente os lucros imediatos.

Não terminaria a minha opinião sem dizer palavras de elogios às start-ups angolanas que conseguem sobreviver ao ambiente difícil da economia nacional.

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