Mariedne Feliciano: “O meu maior sonho é ver a música gospel mais e melhor reconhecida em Angola”

Nasceu em Luanda e a música faz parte da sua vida desde criança. Influenciada pela família, participou no “The Voice Angola” e ficou em primeiro lugar apesar de, curiosamente, ter sido a última candidata a fazer a inscrição no programa. Relembra a primeira audição e a vitória como o mais marcante do seu percurso no concurso, pelo contraste dos momentos, e admite que a vitória lhe trouxe confiança em si mesma e força para lutar pelo seu sonho. Até agora ainda aguarda pelo grande prémio do programa, o contrato musical, mas promete não desistir da sua carreira na música, e aos jovens que partilham o mesmo sonho aconselha fé e persistência: “não é fácil, mas não é impossível. Com determinação, afinco e humildade tudo se consegue”.
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Mariedne, em primeiro lugar fale-me de si… Onde nasceu e cresceu, como foi a sua infância, os seus estudos, que idade tem…

Sou uma jovem de 25 anos, nasci em Luanda no município da Samba, e vivi a minha infância e princípio da juventude em Viana. Segundo relatos dos meus pais e familiares, sempre fui uma criança muito quietinha, meiga e também muito mimada... (risos) E até hoje possuo estes traços de personalidade. Fiz dois anos de jornalismo, no Instituto Superior Politécnico Metropolitano de Angola, porém hoje tenho uma outra formação em Recursos Humanos, pela Universidade Católica de Brasília Virtual.

Como e quando surgiu o gosto pela música? É uma paixão?

O gosto pela música surgiu desde os oito anos de idade, por influência do meu irmão mais velho. Ele compunha várias canções e eu interpretava-as juntamente com a minha irmã mais velha.

Na verdade, não diria que é uma paixão mas sim amor... Porque é uma das coisas que faço e sinto que faz parte de mim... Completa-me. Ainda que fora dos palcos, ela estará presente na minha vida para sempre.

Quem são as suas maiores referências musicais? E os seus ídolos?

Tenho a Cece Winans como a minha maior referência na música. Não a chamaria de um ídolo, mas sim um ícone para mim.

A Mariedne foi a grande vencedora da primeira edição do “The Voice Angola”. Porque decidiu participar? Foi influenciada por alguém?

Participei no concurso por influência dos meus familiares. Inclusive fui a última a fazer a inscrição. Mas graças a Deus e ao público que pude dar este grande orgulho à minha família.

O que significou para si participar e vencer o programa? Foi um sonho realizado?

Mais do que um sonho, vencer o concurso foi para mim um símbolo de superação pessoal. Venci os meus medos e temores, passei a acreditar mais em mim e a lutar por aquilo que realmente amo.

O apoio, conselhos e críticas da sua mentora, Yola Semedo, foram determinantes para a sua vitória?

Sempre acatei os conselhos e ouvi com muita atenção as críticas de todos. A minha mentora, naturalmente, teve um papel muito importante. A sua forma rigorosa de lidar com os concorrentes, e no meu caso concreto, deu-me muita garra e força para a cada dia superar e querer fazer melhor.

Qual foi o momento mais marcante da experiência “The Voice Angola”?

É difícil definir um único momento que tenha sido marcante, pois cada um deles teve o seu significado e marcou muito o meu percurso no concurso. Mas acho que o momento em que fiz a primeira audição e a vitória são momentos a destacar. Neles vê-se a diferença exacta de como entrei e de como superei com êxito.

Para quando o lançamento do single tão esperado? E do seu primeiro álbum?

Infelizmente a vitória do concurso não deu a abertura que era suposto dar. Recebi várias propostas, porém o facto de ter vencido condicionava-me, pois tinha de cumprir com os pressupostos do contrato de vencedora. Infelizmente, daqui para frente darei os meus passos de forma independente (sem a Universal), pois o prémio que seria um contrato musical, até ao momento não entrou em fase conclusiva. Na verdade creio que devia haver mais seriedade.

Como é lidar com os fãs? Esperava o apoio e carinho que têm demonstrado pelo seu trabalho e talento?

Tem sido muito bom. No início era um pouco estranho (risos), porque sou um pouco tímida e às vezes isso atrapalhava. Mas graças a Deus que já ultrapassei e procuro passar o maior carinho possível.

O que é que a música representa na sua vida?

A música para mim é extremamente importante. Na verdade ela é uma forma de expressão, desanuvio e magia, pois com ela eu viajo nos meus sonhos e ponho para fora todo o sentimento que tenho.

Que conselhos tem para os jovens que sonham com uma carreira na música?

Primeiro de tudo, fé em Deus e em si mesmo. Não é fácil, mas não é impossível. Com determinação, afinco e humildade tudo se consegue. E lembrar sempre que precisamos uns dos outros... Nada se consegue sozinho.

Qual o seu maior sonho? E os planos para o futuro?

Planos são vários! Naturalmente dar seguimento à minha carreira, lançar o single… Maior sonho é ver a música gospel mais e melhor reconhecida em Angola.

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