António Ole regressa ao Porto 30 anos depois com a exposição “Corpo&Alma”

Depois de 30 anos desde a sua última exposição, António Ole regressa à cidade portuguesa com “Corpo&Alma”, que inaugura a 26 de Maio, na Galeria Sala 117. Esta mostra, que estará patente até 15 de Julho, é ainda uma oportunidade para celebrar os 50 anos de trabalho de um dos artistas angolanos mais notáveis.
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“António Ole é um artista africano que definiu o seu percurso a partir de uma vivência multicultural: Angola carimba a sua matriz criativa, Lisboa foi plataforma de contactos profícuos e naturais na sua biografia e Los Angeles o reverso do expectável enquanto cidade eleita para um jovem africano de formação marxista”, afirma Miguel von Hafe, crítico de arte português, em comunicado remetido ao VerAngola.

“A presente exposição aponta para alguns dos temas que lhe são particularmente próximos”, diz Miguel von Hafe, acrescentando que o artista angolano “carrega consigo a sabedoria dos avisados. Aqueles que sabem que a dúvida é a certeza dos sobreviventes”.

O desenho é a disciplina central do trabalho de António Ole e também o conceito principal da exposição “Corpo&Alma”, uma série de 10 desenhos que resulta de um “resgate” ao acervo íntimo do artista, reunindo esquissos e textos poéticos.

António Ole desenvolveu uma obra que vai da escultura à instalação, da pintura e colagem ao desenho e da fotografia ao filme. Com formação em Cinema, pelo American Film Institute de Los Angeles e em Cultura Afro-Americana pela Universidade da Califórnia, realizou a sua primeira exposição em 1967 e desde a sua estreia internacional, no Museum of African American Art de Los Angeles, em 1984, apresentou os seus trabalhos em várias exposições, bienais e festivais um pouco por todo o mundo, designadamente em Havana, São Paulo, Sevilha, Berlim, Joanesburgo, Dakar ou Amesterdão.

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