Médicos-palhaços prometem injecção de alegria no regresso ao Hospital David Bernardino

A Fundação Arte e Cultura vai avançar com a segunda fase de um dos seus projectos de bandeira, levando de volta ao Hospital David Bernardino os médicos-palhaços. A iniciativa, pioneira em Angola e em todo o continente africano, estreou-se em 2012.
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O sucesso da parceria entre a fundação, o Hospital David Bernardino, o grupo teatral Horizonte Nzinga Mbandi e a Embaixada de Israel em Angola não se ficou apenas pela casa que a viu nascer. A primeira fase da iniciativa chegou a outras unidades de saúde da capital o como Hospital Neves Bendinha e o Luanda Medical Center, tendo atingido o seu termo em 2015.

A segunda fase do projecto, laçada este mês no Hospital David Bernardino, irá permitir manter os médicos-palhaços naquela unidade hospitalar de Luanda numa base periódica. A intervenção dos médicos-palhaços, todos membros do grupo teatral Horizonte Nzinga Mbandi, começará por ter lugar todas as Quartas-feiras de manhã, entre as 10h00 e as 11h30, estando previsto o alargamento progressivo da sua actuação não apenas no seio do Hospital David Bernardino, mas também a outras unidades de saúde.

O conceito

O projecto tenta transmitir a ideia de que médicos-palhaços não devem ser meros integrantes de uma equipa de saúde mas devem, pelo contrário, ser treinados para actuar em diferentes ambientes médicos, coordenando e integrando essa actuação com os médicos e enfermeiros de forma a facilitar o atendimento do paciente.

Em termos simplistas, o modelo inovador do médico-palhaço vai para além do recurso ao humor para alegrar os doentes. Na realidade, o médico-palhaço é treinado para desempenhar um papel terapêutico, comparável ao de outros profissionais paramédicos treinados em saúde. Como tal, e em contraste com o modelo de entretenimento, no quadro deste projecto, o palhaço junta-se aos médicos nas suas rondas diárias, recebe o seu plano de trabalho com base nas prioridades médicas do departamento e ajusta as suas técnicas à realidade do hospital e às condições específicas do paciente.

Os médicos-palhaços angolanos receberam formação específica dada por especialistas de Israel, país onde este projecto se encontra particularmente desenvolvido e onde mais de uma centena de médicos-palhaços operam em cerca de três dezenas de hospitais, atingindo cerca de 200 mil pacientes, na sua maioria crianças.

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