Preço do dólar nas ruas de Luanda volta a aproximar-se de mínimos do ano

O preço para comprar uma nota de dólar nas ruas de Luanda retomou as quedas, ligeiras, na última semana, estando a custar até 350 kwanzas, próximo dos mínimos do ano.
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Esta descida, que a Lusa constatou na habitual ronda semanal pelas ruas de Luanda, acontece depois de no final de Março o mercado informal ter apresentado uma subida nesta cotação indicativa, o que aconteceu pela primeira vez em mais de um mês.

Na segunda quinzena de Março, cada dólar chegou a ser vendido pelas kinguilas de Luanda, como são conhecidas as mulheres que se dedicam à compra e venda de divisas, a 340 kwanzas, mínimos do ano, ainda assim mais do dobro da taxa de câmbio oficial definida pelo Banco Nacional de Angola (BNA) e que está inalterada há precisamente um ano.

Estes valores contrastam com o pico de 500 kwanzas por cada dólar dos primeiros dias de Janeiro, no mercado de rua, mas, apesar das descidas desde então, mantêm-se as limitações no acesso a divisas nos bancos, inclusive nas contas em moeda estrangeira, tornando a venda paralela, para muitos nacionais e estrangeiros, a única forma de aceder a dólares ou euros em Angola.

A taxa de câmbio oficial cifra-se actualmente em cerca de 166 kwanzas por cada dólar, quando antes do início da crise das receitas do petróleo, ainda em 2014, era de 100 kwanzas.

As kinguilas, que representam uma actividade ilegal e que o governador do BNA, Valter Filipe, voltou esta semana a condenar, explicam a consecutiva quebra da cotação do mercado informal com a falta de kwanzas suficientes para realizar as trocas, valorizando dessa forma a moeda nacional.

Devido à falta de moeda estrangeira, os empresários que necessitam de importar matéria-prima estão agora obrigados a dirigir uma carta ao Ministério da Indústria para solicitarem divisas nos bancos, enquanto os não residentes cambiais já não podem levantar dólares ou euros nas próprias contas, por determinação do banco central.

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